segunda-feira, outubro 15, 2012

Amar é um verbo




Love is a verb
It ain't a thing
It's not something you hold
It's not something you scream
When you show me love,
I don't need your words
Yeah, love ain't a thing

Amar é um verbo. Verbo, em sua definição mais simples, é uma ação. Verbo indica a prática de uma ação, indicando o momento em que ela ocorre. Essa parte também é importante: o momento em que ela ocorre. Porque pouco importa amar no passado ou no futuro ou subjuntivo, que, para os que não sabem, é o modo da incerteza. Amar tem que ser no presente. E com certeza.
Amar é verbo transitivo direto. Precisa de objeto, mas sem nenhuma preposição. Nada entre o quem ama e quem é amado, porque nada fica entre o amor de verdade. Nada precisa ligar o amante e o amando. Só o verbo. Só ação. Só o amor.
Mas lembre-se, apesar de ser verbo, amar precisa de bem mais que palavras para existir, para durar. Afinal, como o amado saberá que o é sem a ação? Sem demonstração? E não me refiro a demonstrações públicas e escandalosas. Não, isso é exibição. Estou falando só do simples ato de fazer seu objeto direto saber qual é o lugar dele na frase. Fazê-lo saber o quão sem sentido tudo fica sem ele. Já parou para pensar nisso? “Eu amo”. Ama o quê? Ama quem? Estou falando de levar a simples explicação que todos ouvimos na escola para a vida: mostre quem é o sujeito, qual é o verbo e quem é o objeto. Mostre que amar é um verbo. E que o verbo representa uma ação.
Uma das lições mais importantes – e talvez a mais difícil de entender – é que a palavra não tem sentido nenhum sozinha e nem é ela que define algo. Muito menos algo tão indefinível quanto o amor. Podemos dar a esse sentimento qualquer nome, mas ainda o sentiríamos da mesma forma e provavelmente faríamos as mesmas loucuras impulsionadas por esse sentimento.
Então, foque menos nas palavras de amor e mais nas ações de amor. Porque o que importa é agir, principalmente quando falamos de verbos, quem dirá desse verbo.

Love ain't a crutch
It ain't an excuse



Um comentário: