domingo, novembro 27, 2011

Meu direito

I've got a right to be wrong. My mistakes will make me strong

(Eu tenho o direito de estar errada. Meus erros me deixaram mais forte)

Faltam muitas coisas no mundo. Mas uma das mais importantes é respeito. Como falta respeito, não?

Eu sempre ouvi dizer que a liberdade de um acaba quando começa a do outro. E temos que respeitar isso.

Você pode não entender porque eu faço o que faço, porque eu gosto do que gosto, porque eu não gosto do que gosto, mas é meu direito ser respeitada. Nem peço para ser entendida. Não...isso seria pedir muito, pedir que ampliassem seus horizontes e se colocassem no meu lugar. Muitos nem se colocam no seu próprio. Não, eu não peço que me entenda. Peço, melhor, exijo respeito.

Eu não entendo como alguém pode não gostar de chocolate, mas respeito. Não entendo como não gostam de ler, mas respeito. Não entendo como aquela música não faz um arrepio subir pela sua espinha, mas respeito. Eu não entendo metade das pessoas, mas as deixo exercer seu direito de serem diferentes.

Quantas pessoas chegam ao cúmulo da falta de respeito que chegam a matar o outro pelo simples fato de terem opiniões, gostos e crenças diferentes das suas? E é simplesmente falta de respeito.

Você gosta, não gosta? Gosta de poder pedir seu sorvete de abacaxi sem que alguém lhe diga que abacaxi é uma fruta ruim, gosta de ouvir aquela música antiga e brega sem ninguém desligar o rádio, gosta de assistir aquele filme de ação sem enredo, mas que te faz feliz, sem que ninguém desligue a TV. Então deixe que assistam seus filmes, escolham seu sorvete e ouçam sua música, mesmo que não entenda. Só respeite.

Respeite. Respeite para poder exigir respeito.

So just live me alone

(Então só me deixe em paz)

terça-feira, novembro 22, 2011

Anne Rice - 'A história do ladrão de corpos'

Mais uma vez veio-me à mente a interrogação dolorosa. Será que eu também parecia tão idiota e predador para os que me conheciam e me condenavam? Oh, pobre, pobre criatura, escolher para sua vida sobrenatural um lugar como aquele, artificial, com os passageiros velhos e tristes, entre o luxo vulgar daqueles salões, isolado do verdadeiro esplendor do universo.
Só depois de um longo tempo ele inclinou um pouco a cabeça para frente e passou a mão direita na lapela do smoking, com a indulgência de um gato lambendo o próprio pelo. Com quanto amor ele acariciava o insignificante pedaço de pano! Entre tudo que ele havia feito até então, aquele gesto era a mais eloquente descrição da sua tragédia.

Lestat de Lioncourt