(Mas se isso fosse um filme, você já estaria aqui.)
Eu tenho esses momentos de solidão. Sabe? Quando você se sente completamente sozinha, mesmo sabendo que existem pessoas que te amam. Mesmo que elas estejam bem ao seu lado.
E sei que não devia estar reclamando só porque uma coisa está faltando. Mas, em alguns momentos, faz muita falta. Eu devia culpar minha imaginação por me fazer sentir falta de algo que nunca tive.
Essa imaginação que cria todas essas cenas de filme.
Que cria esse sorriso sedutor e descompromissado que esconde um grande coração.
Que cria esse alguém que vai me abraçar quando eu menos quero e mais preciso, e quando eu empurrá-lo, vai me abraçar mais forte e dizer “Eu estou aqui e não vou sair. Vai passar, você vai ver.” Esse alguém que vai brigar por mim. Esse alguém com quem eu não consigo ficar brava e que, quando eu tentar fingir que estou, vai beijar minha testa e pedir desculpas. E eu vou poder ver em seus grandes olhos que ele realmente sente muito. Alguém que pode estar morrendo de ciúmes, mas só vai sorrir sarcasticamente. Alguém que vai rir do meu jeito estabanado, mas não vai ter medo de me ensinar a dançar. Nem ter medo de segurar minha mão em público. Que me leve a sério. Que resolva ficar em casa comigo, mesmo depois de ter feito planos pra gente sair, só porque eu estou mau-humorada e quero ficar em casa.
Alguém que não vá ter medo de ser quem realmente é, mesmo tendo errado muito. Que vai dizer “Eu sou idiota, mas sou um idiota que te ama.”
Eu nunca conheci esse alguém, esse par romântico das minhas cenas de filme. Mas não tenho palavras pra dizer o quanto ele faz falta em certos momentos. Como ele faz falta agora.
Ele não está aqui e eu não sei onde ele está. Se ele é que existe.
Eu só espero que sim.
Mais uma vez, post inspirado pelo texto da Iasmin.