quinta-feira, novembro 25, 2010

Só descansando.

A chuva caí, ensopando meu casaco. Não é um casaco muito forte, eu tenho certeza que pelo mundo existem mais fortes, mas é bom. Ele me protege a muito tempo, desde que eu me lembro. Talvez, um dia, depois de absorver tantos pingos de tantas tempestades, que eu sei, virão, ele se torne tão forte quanto alguns pelo mundo.

Mas, como eu disse, meu casaco me basta. Eu não ligo que os grossos pingos castigando meu rosto. Não, eles não importam. Nem o frio que sobe por meus braços e pernas de forma dolorosa. Nada disso importa. O que importa é para onde essa caminhada tortuosa está me levando.

Você costumava estar ao meu lado, mas quando a chuva começou a cair com demasiada força, você precisou se afastar. Eu entendi, você queria tempo e solidão para tentar entender aquela tempestade. E foi por isso que te dei espaço, te deixei ficar só, alguns passos a frente.

Porém, em um certo ponto, você começou a andar mais rápido. Mais rápido e mais rápido. Agora eu estou praticamente correndo, tentando não deixar a distancia aumentar mais. Mas parece que enquanto minhas pernas pesam e a chuva parece aumentar para mim, para você, parece que tudo vai ficando mais fácil.

A distancia e a intensidade da chuva fazem você parecer outra pessoa. Eu mal reconheço as feições que antes me davam tanta segurança.

Então eu não agüento. Paro e começo a tirar equipamentos de meu casaco, para me abrigar melhor da água fria que continua caindo. Eu sequer sabia que os possuía. Você também pára. Fica observando enquanto eu me arrumo.

Toda a nova camada de roupas secas amenizou o frio.

Você continuava no mesmo lugar, me olhando. Eu ainda me sentia cansada por correr, tentado te alcançar.

Então eu decidi. Decidi parar de andar, de correr atrás de você.

Eu estava cansada, com toda aquela chuva caindo sobre minha cabeça. Às vezes, parecia que tudo ao meu redor rodava.

Mas não era só isso. O pior cansaço não é o físico, e sim o mental, causado pelo fato de você estar fugindo, enquanto eu tento chegar perto o suficiente para pegar sua mão, para tentar dizer algo que te faça acreditar que tudo vai melhorar, que a tempestade vai passar.

Assim que minha decisão se tornou certa em minha mente, eu senti que podia ver mais claramente. Eu via as pessoas ao meu redor e elas me divertiam. Via os lugares e conseguia aproveitar sua beleza, mesmo que a tempestade ainda caísse. Eu conseguia perceber as coisas boas em meio ao caos.

Então, como se tivesse lido minha mente e visto minha decisão de parar, você me olha, e é como se falasse comigo, eu posso ouvir sua voz na minha cabeça.

Você está desistindo de mim?” a voz, a sua voz, vinha carregada de acusação.

E com isso, parece que tudo ao meu redor fica distante de novo.

Mas não permito, e respondo àquela voz na minha mente em alto e bom som.

“Não desistindo. Só descansando um pouco. Esperando que você pare de fugir.”

Era isso, eu não estava desistindo de você, só estava cansada de tentar chegar perto de quem me quer longe. Cansada de tentar ajudar quem não quer ajuda.

Vou aproveitar as pessoas ao meu redor, as que realmente querem estar comigo.

Quando a tempestade passasse, e você voltasse a ser você, eu estaria ali, no mesmo lugar em que parei, caso você quisesse voltar.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Cry

In places no one will find. All your feelings so deep inside. It was now that I realized .That forever was in your eyes.

(Em lugares que ninguém encontrará. Todos seus sentimentos guardados profundamente. Foi então que eu percebi.)

Nunca tinha me dado conta do quanto o momento em que uma pessoa chora revela sobre ela.

Vou me poupar de falar das que choram por tudo, pois essas são obviamente emotivas e isso qualquer percebe.

O que me interessa é falar sobre as pessoas mais duras. Ou as que nós achamos que assim são.

Não importa o quão duro alguém seja: todo mundo chora em algum ponto da vida, qualquer que seja a razão.

E sim, a razão do choro também importa. Afinal, o choro daquela pessoa durona, da qual você achava que conhecia todos os sentimentos, chorou. Foi inesperado, é claro. Afinal, nada importa pra ela a não ser ela mesma. Ela não se apega às coisas que todos nós nos apegamos. Ela é dura e fria, certo? Certo? Errado.

Talvez essa pessoa só tenha passado por muito. Há alguns meses li um trecho de um livro que dizia: “...nos corações que têm sofrido muito, a alegria é semelhante ao orvalho nas terras abrasadas pelos raios do Sol: coração e terra, ambos absorvem esse orvalho benéfico, não deixando vestígios dele na superfície.” Me arrisco a dizer que isso não acontece só com a alegria, mas com a tristeza e os outros sentimentos também. E isso resume tudo.

Os durões e frios que existem por aí também choram. E devemos dar importância à esse momento, á esse choro. Pode ser de alegria, por ter alcançado algo que almejava, algo que ninguém sabia que era tão importante. Pode também ser de tristeza, ao perder algo que era tão certo de durar para sempre. Tão certo, mas se foi.

E é nesses momentos que nós sabemos o quanto aquilo era importa. O que quer que seja, era tão importante que o fez chorar.

The moment I saw you cry.

(O momento que eu te vi chorar.)

segunda-feira, outubro 25, 2010

Automaticamente, eu acredito.

With the lights out it's a little less dangerous. Even with a stranger never gets painless.

(Com as luzes apagadas é um pouco menos perigoso. Até com um estranho nunca ficar indolor.)

Fecho meus olhos para esconder tudo aquilo que não me satisfaz. Tudo que eu não quero aceitar. Principalmente o fato de que eu sinto falta de algo que nunca tive. Tento me distrair com qualquer besteira, contanto que seja o completo oposto daquilo. Mas parece que até o completo oposto tem algum traço exatamente igual.

Everytime I think I'm gonna change it. It's driving me insane.

(Toda hora eu acho que vou mudar isso. Está me levando a loucura.)

Afinal, como se pode sentir falta de algo que nunca teve? Como algo que nunca se teve pode parecer tão familiar?

Mas parece, por mais que eu diga a mim mesma que é uma estupidez. Tudo aquilo, tão distante, parece que sempre pertenceu a minha vida. Sempre esteve aqui e acabou de ir embora. Então eu sinto falta. Mesmo sendo loucura, mesmo sendo impossível.

Do you live, do you die, do you bleed. For the fantasy.

(Você vive, você morre, você sangra. Pela fantasia.)

Essa loucura, toda arquitetada e montada no palco que é minha mente. Como em qualquer conto de fadas, tudo parece perfeito.

E machuca admitir que é só isso. Um conto de fadas. Uma fantasia.

Machuca perceber que é ela que te faz feliz. Que é sobre algo tão tênue e quebradiço que você anda caminhando.

Mas eu luto pela minha fantasia.

Eu luto, porque, quem sabe, um dia, ela pode se tornar mais que isso. E, nesse dia, eu saberei que toda a luta valeu a pena.

In your mind, through your eyes, do you see. It's the fantasy

(Na sua mente, através dos seus olhos, você vê. É a fantasia.)

sábado, outubro 23, 2010

Meu mito moderno.

Did we create a modern myth? Did we imagine half of it?
(Nós criamos um mito moderno? Nós imaginamos metade disso?)

Lendo o lindo post no blog da Mini, eu me inspirei para falar sobre o meu sonho também.

Meu sonho é tão simples que chega a ser bobo.
Não tenho muitas preferências para uma casa ou o quer que seja. Me vejo feliz até mesmo em um pequeno apartamento de um quarto, contanto que tenha um lugar bom e confortável em que eu possa deitar (sim, eu sou sedentária.). E um aparelho de som com uma bela pilha de CD's ao lado. Me imagino deitada até mesmo em um colchão no chão. A idéia de tal simplicidade me diverte, me conforta. Porque o que dizem é verdade, as melhores coisas são as simples.
Voltando ao colchão. eu me vejo deitada nele, o aparelho de som ao lado, ligado no último volume numa das músicas que eu mais gosto.
Então entra a parte importante. Eu preciso que alguém esteja deitado ao meu lado, encarando o teto junto comigo. Alguém que vá rir de algum comentário bobo e fará um pior ainda. Que saberá se calar para ouvir aquele trecho da música e continuará calado porque aquilo o faz pensar. Alguém com um sorriso e olhar sinceros.
Alguém que me faça sorrir.



quinta-feira, setembro 30, 2010

Tudo tem seu lado bom.

Existe frase mais clichê? Não, provavelmente não. Mas isso não quer dizer que não seja verdadeira.
Nos ultimos dias, sem motivo algum, como é de costume, senti um vazio. Mas o vazio não é o tópico desse texto. Nem as razões dele. Pois, como eu disse, é costumeiro, é esperado.
O texto é sobre o lado bom dessa situação, afinal, esse sim foi inesperado e diferente. Mas vamos começar por onde se deve.

Lá estava essa pessoa que vos escreve, em crise existencial, como qualquer jovem. Foram necessárias só algumas lágrimas, confissões sem sentido e palavras amigas para que o vazio fosse embora com a mesma rapidez com que chegou.
Porém, durante minha crise, eu tentava achar respostas. minha cabeça se encheu de 'porques', afinal, acho que faz parte do instinto humano querer achar as razões de tudo.
Não sei bem como, mas em algum ponto, as perguntas foram tendo menos relação com o que eu acabara de sentir, e rumaram para assuntos que eu nem imaginava. Um assunto especial.
Amor.

Sim, temos uma história cheia de clichês. Do título ao ponto final da última linha. Como dizem, o título é um resumo da história. Clichê.

Meus pensamentos foram rodando e rodando. E eu acabei por me encontrar na difícil missão de tentar descobrir o que caracteriza um amor de verdade.
Pela primeira vez, a conclusão, encontrada por minha mente viajante e cansada, me satisfez.
Altruísmo. É isso, para mim, que caracteriza o amor. O mais puro e completo altruísmo.
Quem ama de verdade, não quer o objeto de afeição para si. Ela o quer feliz.
Não importa se essa felicidade é encontrada longe ou perto, junto ou separado.
De que importa para esse amante se ter o amado ao seu lado lhe faz feliz? Não, sua própria felicidade não importa. Quem é ele afinal, para se importar em ser feliz? Quem merece ser feliz é o amado, aquele ser fascinante que, mesmo depois que todo o desejo inicial sumiu, ainda faz o amante sorrir! Ainda o faz suspirar e admirar cada pequeno movimento.
O faz acreditar que existe algo mais além de nós.
Um ser com tal poder, esse sim merece ser feliz.

sábado, setembro 04, 2010

Far far away, in a land that time can't change.

(Longe, muito longe, em uma terra que o tempo não pode mudar.)

É lá onde esse sentimento vive. Esse, que faz com que eu não me importe se você está longe ou perto. Que faz com que eu não me importe se é possível. Porque eu sei que não é, afinal você está longe.
Mas, como disse, não me importo.
O que me importa é poder ver você sorrir, e sorrir junto. É, você me faz sorrir, não importa se estiver do outro lado do mundo, seu sorriso vai iluminar todo o caminho até aqui, e vai me fazer sorrir. Assim como sua risada me faz rir.
Você me faz feliz, mesmo estando tão longe. Mesmo nem sabendo o que faz.
Os anos não importam, a distância, nem qualquer outra diferença. Porque eu sei que quando estivermos perto o suficiente pra seu sorriso ofuscar tudo ao meu redor, e seu olhar fizer o tempo parar, vai ser o melhor momento.
Talvez um momento composto por um milésimo de segundo. Mas esse momento se transformará em uma hora, um dia. Uma vida.
Provavelmente será melhor que seja só um milésimo de segundo, porque eu não sei se aguentaria toda a luz que vem de você por mais que isso.
E esse milésimo de segundo ficará guardado longe, muito longe, em uma terra que o tempo não pode mudar.

quarta-feira, julho 28, 2010

Mansos e generosos.

"Afinal, acabamos sempre por ter de pensar em nós, antes de mais nada. Os mansos e os generosos apenas são mais justos no seu egoísmo do que os prepotentes , e a felicidade deles chega ao fim quando as circunstâncias mostram que o que mais interessa a um não é a principal preocupação do outro."
Morro dos Ventos Uivantes.

quinta-feira, julho 22, 2010

I don't own anything but myself.

[Nada me pertence, a não seu eu mesmo.]

Li essa frase ontem e cheguei a me assustar com a veracidade dela.
Eu já tinha uma vaga idéia disso, de que não importa quem tenhamos ao nosso lado, vamos estar sozinhos, no final das contas.
Mas o que percebi ontem , ao ler essa frase já tão conhecida, foi que, mesmo quando não queremos isso, outras pessoas nos pertencem sim, assim como nós pertencemos a elas.
Não no sentido de mandar e desmandar na vida de alguém ou algo do gênero.
Percebi que quando amamos, uma parte de nós pertence a pessoa amada. Não importa o tipo de amor, seja fraternal, maternal, amigável. Assim como uma parte da pessoa começa a fazer parte de você.
E essa parte é irrecuperável. Você nunca vai ter de volta, nem poder devolver.
É por isso que dói tanto quando alguém que amamos tanto nos decepciona, nos magoa. Porque é só aí que percebemos que uma parte nossa se foi. Antes não fazia diferença, pois você tinha a parte da pessoa para te completar, mas quando ela te machuca, parece que essa parte vai embora. Ou talvez seja essa parte dela que fique lá, te machucando.
Com o tempo, nós aprendemos a lidar com a dor, aprendemos a tirar ela do foco.
Antoine de Saint-Exupéry disse muto sabiamente, "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.", então tomem cuidado ao cativar, mesmo sem intenção. Tomem cuidado para não machucar alguém, da mesma forma que você não gosta de ser machucado.


terça-feira, junho 22, 2010

Heroes

I'll protect you from the world, whenever I can.
But will you do the same for me, now and again?
(Eu te protejerei do mundo, sempre que puder. Mas você fará o mesmo por mim, de vez em quando?)

Uma música linda, que fala de como heróis também precisam de ser salvos vez ou outra. Como precisam de alguém ao seu lado.
Ninguém é forte o tempo todo, ninguém resiste o tempo todo. Nem heróis. Imagine não-heróis.
Não me considero uma heroína, e não tenho essa pretenção. Mas, da mesma forma que um herói, sempre que puder, farei de tudo por aqueles que são importantes para mim. E, mais do que um herói, eu preciso que façam por mim às vezes.
Exatamente por não ser uma heroína, eu preciso ver que não estou lutando sozinha, que o que eu sinto é correspondido. Porque eu não tenho uma super-força para manter tudo de pé sozinha. Nem para aguentar a dor de não receber nada em troca.
Quando penso nisso, percebo o quão egoísta eu sou. Afinal, quem sou eu para exigir tanto dos outros?
Mas penso de novo. Eu não exijo, eu só espero. Espero receber algo minimamente parecido com o que dou.
Isso é ser tão egoísta? Reformulando: Isso, para alguém que não é um herói, é tão egoísta?
Afinal, eu não sou uma heroína.



PS.: A quem possa interessar, a música que inspirou post, é cantada pelo Ne-yo.

sábado, junho 05, 2010

Só sentindo pra crer

Dan: Eu te amo.
Alice:
Onde ?
Dan :
Como assim .... onde ?
Alice:
Onde esta o amor? Eu não vejo, eu não sinto, eu não toco. Só ouço... Eu ouço algumas palavras...Mas não posso fazer nada com suas palavras fáceis!

Esse é um trecho do filme Closer. Que, diga-se de passagem, eu nunca assisti.
Mas me identifiquei com essa fala.
Eu sou esse tipo de pessoa que precisa sentir e não só ouvir. Talvez eu idealize um amor que não existe, existiu ou existirá. E eu estou falando de todos os amores. Amor de irmão, amor de mãe, amor de amigo.
Talvez eu seja mesmo uma romântica incurável. Daquelas que espera que a pessoa mostre, não a todo momento, mas nos momentos necessários, o quanto te ama.
Como Alice, eu não acho uso para as palavras fáceis. Mas acho sim para o silêncio. O silêncio de um abraço, de um olhar, de um sorriso. Ou da falta de tudo isso. Da falta de verdade em tudo isso.
Pra mim amor é defender, entender, consolar, acreditar, motivar. Confiar, confiar muito.
E eu quero sentir.
O velho ditado diz: "Só vendo para crer."
Eu penso: "Só sentindo pra crer."




quinta-feira, maio 06, 2010

John Mayer - Continuum; Faixa 10

When you're dreaming with a broken heart /The waking up is the hardest part
(Quando você está sonhando com o coração partido /Acordar é a parte mais difícil)

E como é difícil.
Como é difícil sair daquele sonho que você cria.
O mundo real parece cada vez mais insuportável toda que você tenta sair desse sonho. Talvez porque ele de fato esteja pior, ou talvez porque no seu sonho, a cada segundo, tudo melhora. De qualquer forma, você prefere continuar sonhando.
Sonhando e esperando que algum dia a vida fique igual a esse sonho.
Não é a melhor maneira. É, eu sei.
Mas parece ser a única suportável, não é?
No sonho praticamente nada dá errado; e quando dá, você sabe que o motivo. Afinal, é o seu sonho! Você sabe de tudo que acontece nele.
Na vida, quando algo dá errado, você fica se remoendo por dentro, sem entender nada. Dizem que você só entende no final de tudo, quando tudo está resolvido.
É, se lembrem disso. eu vou tentar me lembrar também.

E para aqueles que nunca ouviram, Dreaming with a Broken Heart vale a pena. Na verdade, John Mayer vale a pena.

sexta-feira, abril 23, 2010

Brincar de zumbi

Vamos brincar de zumbi, sorrir e dizer bom dia,
mesmo quando sua única vontade é ficar na cama e chorar porque nada saiu de acordo com os planos.
Vamos brincar de zumbi, sorrir e dizer boa tarde,
fazendo tudo que você é obrigado a fazer, mas odeia completamente.
Vamos passar por mais um dia maçante.
Vamos brincar de zumbi, sorrir e dizer boa noite.

segunda-feira, março 01, 2010

Pequenos e simples

Existe um dito popular, que afirma que os melhores perfumes estão nos menores frascos. As melhores coisas da vida são, de fato, as pequenas.
Pequenos momentos, pequenos olhares, pequenas atitudes, pequenas palavras.
Eu poderia escolher um longo e detalhado exemplo para provar isso, mas vou continuar na linha dos 'pequenos e simples'. Vou tomar por exemplo duas pequena palavras:
Te amo. Duas palavras, cinco letras. Quando ditas com tal honestidade, que se pode sentir, são a coisa mais linda do mundo.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Dar tudo e receber nada.

As pessoas querem que você dê sua confiança para elas, que você dê seu coração e que lhe conte seus problemas sempre. Mas elas não vão te entregar o coração delas, nem confiar em você.
E sabe quando você vai perceber isso? Quando tiver dado tudo, e não receber nada em troca. Porque então tudo que você vai ter será um vazio.
Um imenso vazio, uma imensa decepção.
Daí você chega à conclusão que amar e confiar é um saco, e que você não quer mais isso. Não quer mais ser sensível ao ponto de se importar se te confiam algo ou não, se te amam da mesma forma que você ama, se o coração deles se ilumina da mesma forma que o seu quando os vê.
Você não quer mais ser a sensível, boazinha, que ama e ajuda todo mundo. Você que é que todos vão para o inferno.
Ok, eu sei. O mundo já está cheio de pessoas insensíveis que não ligam para o sentimento dos outros.
Mas sabe por que? Porque ser sensível cansa. Ser sensível machuca.
Dar tudo, e não receber nem o mínimo de confiança em troca, machuca.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Incerteza.

Alguns dizem que a pior coisa na vida é não conseguir o que se deseja. Outros, dizem que é quando você consegue, pois, depois disso, você não sabe o que fazer.
Eu acho que a pior coisa é não ter certeza. Não saber se conseguiu ou não.
Ficar na incerteza, vendo sua esperança crescer e depois murchar, só para crescer de novo, e não poder fazer absolutamente nada.
essa sim, é a pior coisa.