quinta-feira, outubro 28, 2010

Cry

In places no one will find. All your feelings so deep inside. It was now that I realized .That forever was in your eyes.

(Em lugares que ninguém encontrará. Todos seus sentimentos guardados profundamente. Foi então que eu percebi.)

Nunca tinha me dado conta do quanto o momento em que uma pessoa chora revela sobre ela.

Vou me poupar de falar das que choram por tudo, pois essas são obviamente emotivas e isso qualquer percebe.

O que me interessa é falar sobre as pessoas mais duras. Ou as que nós achamos que assim são.

Não importa o quão duro alguém seja: todo mundo chora em algum ponto da vida, qualquer que seja a razão.

E sim, a razão do choro também importa. Afinal, o choro daquela pessoa durona, da qual você achava que conhecia todos os sentimentos, chorou. Foi inesperado, é claro. Afinal, nada importa pra ela a não ser ela mesma. Ela não se apega às coisas que todos nós nos apegamos. Ela é dura e fria, certo? Certo? Errado.

Talvez essa pessoa só tenha passado por muito. Há alguns meses li um trecho de um livro que dizia: “...nos corações que têm sofrido muito, a alegria é semelhante ao orvalho nas terras abrasadas pelos raios do Sol: coração e terra, ambos absorvem esse orvalho benéfico, não deixando vestígios dele na superfície.” Me arrisco a dizer que isso não acontece só com a alegria, mas com a tristeza e os outros sentimentos também. E isso resume tudo.

Os durões e frios que existem por aí também choram. E devemos dar importância à esse momento, á esse choro. Pode ser de alegria, por ter alcançado algo que almejava, algo que ninguém sabia que era tão importante. Pode também ser de tristeza, ao perder algo que era tão certo de durar para sempre. Tão certo, mas se foi.

E é nesses momentos que nós sabemos o quanto aquilo era importa. O que quer que seja, era tão importante que o fez chorar.

The moment I saw you cry.

(O momento que eu te vi chorar.)

segunda-feira, outubro 25, 2010

Automaticamente, eu acredito.

With the lights out it's a little less dangerous. Even with a stranger never gets painless.

(Com as luzes apagadas é um pouco menos perigoso. Até com um estranho nunca ficar indolor.)

Fecho meus olhos para esconder tudo aquilo que não me satisfaz. Tudo que eu não quero aceitar. Principalmente o fato de que eu sinto falta de algo que nunca tive. Tento me distrair com qualquer besteira, contanto que seja o completo oposto daquilo. Mas parece que até o completo oposto tem algum traço exatamente igual.

Everytime I think I'm gonna change it. It's driving me insane.

(Toda hora eu acho que vou mudar isso. Está me levando a loucura.)

Afinal, como se pode sentir falta de algo que nunca teve? Como algo que nunca se teve pode parecer tão familiar?

Mas parece, por mais que eu diga a mim mesma que é uma estupidez. Tudo aquilo, tão distante, parece que sempre pertenceu a minha vida. Sempre esteve aqui e acabou de ir embora. Então eu sinto falta. Mesmo sendo loucura, mesmo sendo impossível.

Do you live, do you die, do you bleed. For the fantasy.

(Você vive, você morre, você sangra. Pela fantasia.)

Essa loucura, toda arquitetada e montada no palco que é minha mente. Como em qualquer conto de fadas, tudo parece perfeito.

E machuca admitir que é só isso. Um conto de fadas. Uma fantasia.

Machuca perceber que é ela que te faz feliz. Que é sobre algo tão tênue e quebradiço que você anda caminhando.

Mas eu luto pela minha fantasia.

Eu luto, porque, quem sabe, um dia, ela pode se tornar mais que isso. E, nesse dia, eu saberei que toda a luta valeu a pena.

In your mind, through your eyes, do you see. It's the fantasy

(Na sua mente, através dos seus olhos, você vê. É a fantasia.)

sábado, outubro 23, 2010

Meu mito moderno.

Did we create a modern myth? Did we imagine half of it?
(Nós criamos um mito moderno? Nós imaginamos metade disso?)

Lendo o lindo post no blog da Mini, eu me inspirei para falar sobre o meu sonho também.

Meu sonho é tão simples que chega a ser bobo.
Não tenho muitas preferências para uma casa ou o quer que seja. Me vejo feliz até mesmo em um pequeno apartamento de um quarto, contanto que tenha um lugar bom e confortável em que eu possa deitar (sim, eu sou sedentária.). E um aparelho de som com uma bela pilha de CD's ao lado. Me imagino deitada até mesmo em um colchão no chão. A idéia de tal simplicidade me diverte, me conforta. Porque o que dizem é verdade, as melhores coisas são as simples.
Voltando ao colchão. eu me vejo deitada nele, o aparelho de som ao lado, ligado no último volume numa das músicas que eu mais gosto.
Então entra a parte importante. Eu preciso que alguém esteja deitado ao meu lado, encarando o teto junto comigo. Alguém que vá rir de algum comentário bobo e fará um pior ainda. Que saberá se calar para ouvir aquele trecho da música e continuará calado porque aquilo o faz pensar. Alguém com um sorriso e olhar sinceros.
Alguém que me faça sorrir.