sexta-feira, agosto 23, 2013

My Captain!

O Captain! My captain!

Me faz lembrar de pessoas subindo em mesas na sala de aula. Em um filme e na vida. Porque a arte imita a vida, não é mesmo?
E o dia em que o Capitão subiu naquela mesa, para algumas pessoas, tudo mudou. Para aquelas que conseguiram entender, é claro. Elas quiseram subir em suas próprias mesas. E subiram, mais tarde, a sua maneira. Elas subiram na mesa e mudaram suas próprias vidas, controlaram seus destinos e fizeram a diferença na vida de pessoas ao redor.
Algumas pessoas sobem em mesas e mudam o mundo. Algumas não sobem por medo de não serem capaz de mudar nada. Mas, acredite, muda. Muda o mundo de alguém e isso já uma grande mudança. Muda o seu mundo.
O Capitão subiu na mesa e ensinou o que podia a quem queria. E depois alguns Marinheiros também subiram. E eles se tornaram Capitães.
E é com prazer que digo:

O Captain! My Captain! Our fearful trip is done

terça-feira, abril 23, 2013

Inverno


As árvores ganham aquela aparência triste e é difícil acreditar que não estão todas mortas. Algumas acabam de fato morrendo.
As pessoas também parecem ter pedido um pouco de vida, andando agasalhadas e encolhidas pelas ruas. E aquele vapor formado pela respiração parece multiplicar a aparência carrancuda por cinco.
Os dias são mais curtos, as noites são mais longas. Menos luz, mais escuridão.
Mas a vida não muda por isso. Ainda temos que levantar no mesmo horário, sair do aconhego de nossas camas e enfrentar o frio.
É isso que todos dizem do inverno. É tudo no que as pessoas reparam.
Mas sabe o que eu reparo?
Lá pelas 17h30, quando o Sol já começa a se pôr, o céu ganha cores uma mistura linda de cores que o deixa parecendo um céu de um reino de conto de fadas. Laranja com nuvens roxas.

Mas as pessoas estão muito ocupadas, andando de cabeça baixa e resmungando para aproveitarem esse pequeno conto de fadas.

segunda-feira, abril 01, 2013

Só uma coisa


Does this drakness have a name?
(Essa escuridão tem nome?)


Esse espaço no peito. A cadeira. Aquele lugar específico à minha direita. Tudo vazio. E esse vazio? Tem nome?
Sei que tem dono. E parece que o eixo do mundo de deslocou agora que o dono não está lá. Mesmo tudo estando exatamente igual, tudo parece diferente. E tem uma coisa diferente. Uma única coisa. E essa coisa mudou tudo.
Mudou o começo. O cenário do começo. E como é diferente acordar num dia límpido e num dia chuvoso. É só uma coisa, mas muda tudo. Muda o começo.
Mudou o meio. O decorrer de todo esse processo. Porque é tão diferente fazer um esforço sabendo quando você terá uma pausa. E tiraram a pausa. Tiraram só uma coisa. É só uma coisa, mas muda tudo. Muda o meio.
Mudou o fim. Afinal, um “tchau” é diferente de um “até amanhã”. Tchau não é adeus, não é pra sempre, mas é até quando? Até amanhã é só  até amanhã e o amanhã não parece assim tão longe comparado à um dia que não sei. Só mudou o dia. É só uma coisa, mas muda tudo. Muda o fim.
E só uma coisa fora do lugar é o suficiente para deixar um vazio. Um vazio no peito.
Essa vazio tem um nome?
Pra mim ele tem.

Does this darkness have a name...is it your name?
(Esse escuridão tem nome...será o seu nome?)

Pra mim, o nome é saudade.


Citação retirada do episódio 16 da 3ª temporada do seriado One Tree Hill.