
Sempre fui fissurada pelo filme que dá título á esse post. Mas confesso que não sabia que ele era baseado em um livro.
Agora o sei, e mais, estou lendo o dito livro. E me encantando.
Não tenho palavras para descrever o quão incrível é esse livro, por isso vou postar uma parte, uma das que mais gostei.
"— Olhem, olhem – continuou o conde, agarrando em cada um dos dois rapazes pela mão - ; olhem, porque, pela minha alma, é curioso; ali tem um homem que estava resignado com a sua sorte, que caminhava para o cadafalso, que ia morrer como um covarde, é verdade, mas enfim ia morrer sem recriminações: sabem o que lhe dava alguma força? Sabem o que o consolava? Era a certeza de que outro quinhoava a sua agonia; era a certeza de que outro ia morrer primeiro que ele! Levem dois carneiros para o açougue, dois bois para o matadouro, e façam compreender a um deles que o seu companheiro não morrerá, o carneiro bailará de alegria, e o boi mugirá de prazer; mas o homem, o homem que Deus fez à sua imagem, a quem Deus impôs como primeira, como única, como suprema lei, o amor ao próximo, o homem, a quem Deus deu voz para exprimir o seu pensamento, que grito solta primeiro quando sabe que seu companheiro é salvo? Uma blasfêmia. Honra ao homem, obra-prima da Natureza, o rei da Criação."
E depois disso, eu acho que palavras que expressem minha opinião sobre o livro não são necessárias.