Essa é uma boa definição para destino. Como dizem: o que tem que acontecer, acontece. Não importa quanta sorte você tenha, se tiver que estar no meio da rua quando uma tempestade desabar, você estará no meio da rua.
Você odeia chuva. Mesmo tendo um guarda-chuva consigo, estando vestido apropriadamente, você detesta. E assim sendo, começa a praguejar contra o destino. Por que, afinal, a chuva não podia esperar até que você tivesse chegado a seu destino? Mas não. Estava chovendo, e você teria que se encolher debaixo de seu guarda-chuva e caminhar até onde queria chegar.
Mas é nesse momento que o destino resolve brincar conosco, resolve mostrar o quanto nossa mente é limitada, como somos incapazes de pensar em todas as possibilidades. Nós sempre achamos que analisamos a situação por todos os ângulos e que de fato nada de bom pode sair dela.
Acreditem, nós nunca analisamos direito. O Sr. Destino, ele sim sabe analisar as coisas. E nós sempre parecemos bem burros se comparados a ele.
É ele que resolve fazer chover, e, quando você está no auge do mau-humor e de seu processo de xingamentos mentais, colocar uma boa companhia, andando distraidamente, bem ao seu lado.
Então você pisca com força, só para ter certeza que sua mente, esperançosa por qualquer coisa boa para compensar aquela maldita chuva, não está lhe enganando. Quando você abre os olhos e constata que ainda pode ser considerada uma pessoa sã, você agradece.
Agradece o destino por ter feito chover, por ter colocado aquela boa companhia no seu caminho, por ter feito essa mesma boa companhia não ter guarda-chuva. Principalmente por ela não ter guarda-chuva.
De repente, por esperteza do destino, andar ainda mais encolhida debaixo do guarda-chuva não parece nem um pouco ruim.
Eu me considero uma pessoa sem um pingo de sorte. Mas quem precisa de sorte quando se tem o tempo?