quinta-feira, junho 09, 2011

I belive in nothing but the beating of our hearts.

(Eu não acredito em nada além do batimento dos nossos corações.)

Sim, eles mudaram. Aceite o fato.

Você devia ficar feliz com isso, na verdade. Afinal, faz parte da vida.

Viver significa aprender. Aprender significa acrescentar coisas novas ao que você já sabe. Talvez até mudar o que você já sabe.

Não espere que eles sejam os mesmo de 5 anos atrás.

Se você tivesse seu mundo virado de ponta cabeça, e ele ficasse assim por um tempo, tempo suficiente para você começar a enxergar as coisas direito, apesar da perspectiva diferente, aposto que quando seu mundo voltasse ao normal, você o veria de outra forma. Diferente de tudo que você podia imaginar antes de ficar de ponta cabeça.

Então não os culpe por enxergarem de forma diferente agora.

Não os culpe, porque, se você olhar de perto, ainda vai ver o moleque hiperativo com seu irmão super-protetor que saíram de uma cidade pequena com pouco dinheiro e muita vontade. Vontade de seguir um sonho. E você ainda vai ver o menino esquisito que toca violino.

O que eles fazem mudou. O que eles dizem mudou. Mas eles ainda estão ali.

Com o mesmo sonho. Com os mesmo princípios. Com as mesmas crenças.

Não seja radical ao ponto de achar que eles deviam ficar iguais pra sempre. Não seja radical ao ponto de ser cego.

Porque se eu ainda posso reconhecê-los, você também pode.

Sinta como eles ainda estão por trás dos discursos, como eles nunca te esquecem na hora de agradecer. Como eles fazem parecer que você esteve todos os dias sentado ao lado deles, consolando e ajudando quando eles precisavam. Como eles parecem as pessoas mais felizes do mundo quando estão onde devem estar, com toda a família. Como os olhos brilham, exatamente da mesma forma que brilhavam anos atrás, em certos momentos.

Pense um pouco.

Foram eles que se perderam ou foi você que os perdeu?

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